Chegou a estação da Gripe!

Publicado 08/05/2013
 
Estamos em pleno outono brasileiro, a próxima estação será o inverno e todos nós sabemos que nos meses mais frios do ano os casos de infecção respiratória preponderam. Na grande maioria desses casos as infecções acometem mais a via aérea superior e são causadas por vírus. Quando os sintomas respiratórios são acompanhados de febre acima de 38 graus, dor no corpo e prostração chamamos de síndrome gripal febril ou gripe, geralmente causada pelo vírus influenza.

Atualmente os casos de gripe preocupam mais a população desde a epidemia da gripe suína em 2009 pelo vírus influenza A H1N1, quando foram registrados vários casos graves e elevado número de mortes. Nesses últimos anos o Ministério da Saúde trabalha para melhorar a prevenção, através de informação e medidas educativas, além de disponibilizar imunização contra 3 cepas do vírus influenza – Influenza A H1N1 ( gripe suína ), Influenza A H2N3 ( gripe humana / gripe sazonal ) e Influenza B – obrigatória para grupos específicos de pessoas sob maior risco de desenvolver a forma grave da doença. São eles os idosos, a partir dos 60 anos, cardiopatas, pneumopatas, obesos, transplantados, desnutridos, acamados, oncológicos, diabéticos, pessoas com AIDS, gestantes a partir do 3° mês, pessoas com insuficiência renal, profissionais da saúde e contactantes de pessoas de risco para que não sejam transmissores.

Com a epidemia de 2009, a mídia mundial chamou muito a atenção da população para os casos graves de gripe, isso motivou as entidades públicas a melhorarem as medidas preventivas e terapêuticas, no entanto deixou a população assustada e mal informada, o que fez aumentar significativamente a procura hospitalar nos setores de emergência já superlotados, caindo a qualidade do atendimento. Basta uma tosse, um espirro e a preocupação com a gripe suína faz da procura hospitalar a melhor alternativa. Além disso, a falta de conhecimento do problema faz as pessoas exigirem do sistema de saúde medidas diagnósticas e terapêuticas equivocadas, diferente do recomendado pelo Ministério da Saúde. Grande parte dos casos de gripe ocorre em pessoas sem as condições de risco citadas acima e geralmente evolui de forma benigna sem manifestação grave e duração entre 3 a 5 dias para melhora. Nesses casos, o acometimento da via aérea inferior é infrequente e o tratamento é baseado no controle dos sintomas e medidas gerais ( repouso, dieta saudável e hidratação ). Pessoas de risco possuem maior chance de desenvolver a forma grave da doença ao acometer as vias aéreas inferiores e evoluir com insuficiência respiratória e suas complicações. São essas as pessoas que se beneficiam da abordagem hospitalar, onde deve ser determinado pela equipe de saúde o status clínico do paciente e definido a melhor conduta. Na maioria dos casos não há critérios de gravidade possibilitando o tratamento domiciliar, entretanto esses pacientes devem ser tratados com medicação antiviral ( exemplo: Oseltamivir / Tamiflu® ) associada aos sintomáticos e às medidas gerais e devem ter atenção maior durante a evolução do quadro.

Sugerimos a todas as pessoas de risco que se imunizem, tomando a vacina disponibilizada pelo Ministério da Saúde nos postos de saúde da cidade. Em caso de aparecimento dos sintomas respiratórios associado a febre acima de 38 graus, e se você pertence a algum grupo de risco, procure o pronto atendimento mais próximo da sua residência para avaliação médica e tratamento adequado. Se você não pertence aos grupos de risco e ficou resfriada (infecção por outro vírus que não o influenza e geralmente com sintomas mais amenos) controle os sintomas, alimente-se corretamente, hidrate-se, faça repouso e comunique seu médico clínico antes de procurar o pronto socorro.