História do Prêmio Nobel

Publicado 10/12/2012
 
Estamos em época de concessão das várias categorias de Prêmio Nobel. Benfeitores da humanidade recebem a láurea e muito dinheiro. Dinamite pura!

A origem do caixa generoso foi o comércio de dinamite no século XIX. O sueco Alfred Bernhard Nobel viveu de 1833 a 1896 e aos 34 anos de idade conseguiu estabilizar a trinitrogliceria, criando a dinamite. Para os curiosos, dez fatos interessantes ligando a pessoa ao prêmio:

1. Nobel não se casou, não teve herdeiros.

2. Através de anúncio em jornal, Bertha Kinsky (1843-1914) tornou-se sua governanta, não por muito tempo, ela se casou com um nobre austríaco, mas continuaram se correspondendo.

3. Bertha era uma pacifista e foi ela quem sugeriu a Nobel que deixasse a herança para um fundo de estímulo a paz mundial.

4. O primeiro prêmio Nobel da Paz foi concedido, em 1901, ao suíço JH Dunant, fundador da Cruz Vermelha Internacional.

5. Bertha, agora a Baronesa von Suttner, escreveu um livro sobre a paz e ganhou o Premio Nobel da Paz em 1905.

6. Descobriu-se que a inalação da trinitroglicerina dilatava as artérias do coração em quem trabalhava em fábrica de dinamite, efeito que passava quando os funcionários iam para casa, mas alguns deles tiveram um exagero da reversão da dilatação e contração de artérias coronárias lhes causou infarto do miocárdio e morte súbita.

7. O conhecimento do efeito vasodilatador da trinitrogliceria motivou aplicação médica por meio de medicamentos a base de nitrito – o isordil, por exemplo, que durante anos, por recomendação dos
cardiologistas, ficava nos bolsos de pacientes, para uso imediato em caso de dor no peito.

8. Alfred Nobel faleceu por uma hemorragia cerebral, moléstia que de certa forma pode ser evitada pelo uso venoso de nitroglicerina em situações de grave elevação da pressão arterial.

9. Em 1998, três cientistas ganharam o Prêmio Nobel de Medicina por terem descoberto que a ação vasodilatora da nitroglicerina acontecia por intermédio do óxido nitrico existente em várias células do corpo.

10.Dois brasileiros tiveram perto do Prêmio Nobel, mas não conseguiram. O médico Carlos Chagas (1878-1934) - Doença de Chagas- e o físico Cesare Lattes (1924-2005).